quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO NÃO É UM DIREITO ABSOLUTO

O seu direito vai até onde o meu começa

Tenho visto e lido perplexo as postagens de pessoas do Araquém no Facebook que, se levadas a sério pelos nossos poderes constituídos, seriam no mínimo detidas por violação a outros direitos fundamentais garantidos constitucionalmente, ou seja; usam do direito da liberdade de expressão para violarem outros direitos tão ou mais elementares que são o direito à vida privada, à liberdade de convicção política, ideológica, filosófica e de crença.

Não basta que ela exista; tem que conhecê-la e respeitá-la.

Uma aberrante contradição: usar a liberdade de expressão para violentar outros direitos constitucionais elementares e, como tenho observado, de propagar discursos de ódio e de discriminação a pessoas diferentes por motivos de convicção política, filosófica, ideológica ou de culto.

Fico petrificado com o teor de postagens desrespeitosas e desumanas com a esquerda, a Dilma, ao Lula e aos petistas em geral.  Usam da ignorância, da cegueira política e do abuso de interpretação que a liberdade de pensamento pode ser usada para atacar outros direitos e liberdades tão fundamentais quanto.

Eu, particularmente, esquerdista, petista e minimamente conhecedor e respeitador dos princípios éticos, políticos e democráticos fundamentais nunca profiro posicionamentos desrespeitosos com meus semelhantes por amar a diversidade e considerá-la essencial para a construção da coletividade humana fincada nos moldes mais fundantes da democracia.

A liberdade só existe quando todos os nossos atos concordam com todo o nosso pensamento (Agostinho da Silva)

Todos que me conhecem sabem que nem de longe eu sou um entusiasta de religiões (de nenhuma delas), no entanto quando profiro mensagens, palavras ou posições que as ataquem o faço com fundamentos convincentes com o objetivo de respeitar profundamente a quem quer que as siga e/ou as propague. Como professor sempre que falo sobre religiões, falo de forma ampla tentando discorrer sobre todas elas e fundamentando que a existência delas é mais fundamental ainda quando elas coexistem (lado a lado, em convivência e harmonia). Cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo, ateísmo, deísmo, etc são todas vertentes religiosas ou não religiosas válidas dentro de suas crenças quando construídas no mais genuíno respeito. 

Sou ferrenhamente opositor da direita e de seus asseclas e frontalmente contra a posição, por exemplo, de políticos como Jair Bolsonaro. Mas defendo que ele representa parcela considerável da população (do Rio de Janeiro, principalmente) e que deve existir, pois foi escolhido pelo voto popular. Mas jamais aceitarei as ideias misóginas, machistas, discriminatórias e militaristas dele. O que me acalenta é que mais cedo ou mais tarde a população enjoa dele e ele terá derrubado a própria casa e caído por conta própria.

Por fim, o PT é uma escolha de atuação política esquerdista, ao qual faço parte por que a liberdade de convicção política nos é garantida constitucionalmente como premissa fundante do exercício da cidadania e participação mínima na estrutura política do país. Hoje todas as pessoas que são próximas a mim – que concordam ou que discordam comigo –, me apoiam e me respeitam por que aprendi que nossos direitos são conquistados e não absolutos, e em face disso jamais poderei usar um deles para violar todos os outros.

#ValdecirXimenes
#FormadoEmFísica,
#Professor

terça-feira, 28 de junho de 2016

O amor é apenas uma brincadeira

Ela acordou com raiva da vida. Com raiva dos amigos. Da família. Com raiva de tudo e de todos. Mas principalmente com raiva dele. Pra inteirar, todo mundo acorda de mau-humor por qualquer coisinha boba. Mas na noite anterior, tinha deixado dezenas de mensagens no whatsapp, todas visualizadas e nenhuma ao menos respondida. O que estava aprontando aquele sem-vergonha de quem ela gostava pacas? E mais gritante: ver as mensagens dela chamando e nem responder a uma sequer. Ela não o perdoaria por isso. 
Ela talvez não goste de Love hurts e tudo bem!
Era domingo. Ela levantou, escovou os dentes, fez café e foi ouvir algum rock de seu deleite. Talvez Bon Jovi, mas não se sabe. E ficou lembrando do grande amor da vida dela – com raiva, mas amando-o como sempre – mas não perderia tempo sem ouvir sua música predileta.

Mais tarde ele ligou. Ela não atendeu logo de pronto. Com o dia passando ela tinha pensado o motivo deveras importante dele não tê-la respondido a noite. Ele ligou de novo e de novo e de novo. Ela mais tarde atendeu e começou a pedir milhares de explicações: com quem estava, como estava e por que estava. E mais ainda; por que não a tinha respondido as mensagens no whatsapp. E ele – apaixonado e paciente – começou a explicar em miúdos cada pergunta minuciosamente perguntada e igualmente prontamente respondidas. Ao menos ele tentava.

Love hurts - o amor fere!

Tudo ela tinha entendido e aceitado. Menos quando ele disse que tinha passado a noite bebendo alguma coisa – talvez vinho – e pensado muito nela. E quando ele disse que a noite toda ouvira Love Hurts do Nazareth. Uma, duas, n vezes. Repetidas vezes.

Uma afronta pra ela. Ela não gostava de Love Hurts, apesar de gostar sobremaneira do Nazareth. Por que o amor fere mesmo.


Talvez o amor seja apenas uma mentira mesmo. Uma brincadeira. Uma brincadeira boba e sem sentido!

Uma geração de babacas

Por Valdecir Ximenes, que nunca foi um babaca.

Impressionante como em tempos em que as oportunidades batem as portas, uma parcela considerável da população não queira aproveitá-las e ainda chacota de quem as ver com entusiasmo e as querem aproveitar.

Uma geração de babacas assumidos cada vez mais crescente entre nós. Um povo que quer vida boa, mas não querem nem trabalhar nem estudar. Uma molecada que quer ostentar com carros, festas e fanfarra, mas não querem nem de longe estudar, prosperar e ou trabalhar para um dia alcançar o que almejam. E assim se tornam cada vez mais extremos: imbecis, preguiçosos e “sonhadores” em ter uma vida de ouro que por ventura caia do céu.
Alguns ainda assumem a sua babaquice!

Vejo uns moleques que quer ir pras festas com um professor x ou um professor y nos seus carros – pra dançar, beber, curtir, ostentar com eles – mas em sala de aula não querem estudar como eles um dia estudaram para serem bem-sucedidos como o são agora. 

A geração de babacas que está emergindo pensa que o que os professores têm agora – estabilidade, um emprego, casa, carro, moto e uma projeção social melhor –, caiu dos céus como os manás que choveram do céu no conto bíblico. Santa paciência!

Debilóide: mil passarão à tua direita e outros mil passarão à tua esquerda e tu não pode se deixar afetar!
E ai o cara diz: “mas estuda para ser alguém na vida”. E o carinha rir da tua cara. Ou então quando tu diz: “estuda pra ser como o professor x” e o carinha fica com preguiça. Vai entender essa geração de babacas que, na maioria dos casos, escolhe ser babaca com toda intensidade, a mil por hora.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

PARAMOS POR UM TEMPO INDETERMINADO

Brecamos por um tempo!
Haja vista uma carga boa de compromissos, e a consequente falta de tempo pra escrever, eu resolvi parar por um tempo o meu projeto, o blog Crônicas do Boqueirão. Não sei quando voltarei, mas sei que voltarei um dia com força para escrever aqui. Gosto de escrever e esse canal (o blog) foi o primeiro lugar que vim a fazer isso com periodicidade, por isso irei voltar a faze-lo algum tempo mais adiante.

A gente vai amadurecendo e tentando preencher a lacuna de responsabilidade que foi feita durante os tempos mais descompromissados. A vida ocupa a gente demais e nos força a entrar de sola nela, por que se não ela nos nocauteia e nos vence logo de primeira.

E como bem disse O Velho Raul: "Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e eu não posso ficar aí parado". Raul Seixas tinha razão.

Avante!! Muitíssimo obrigado.
O muito agradecido, Valdecir Ximenes.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Esse texto é uma defesa dos políticos

Isso mesmo. É uma defesa dos nossos representantes. Uma defesa dos políticos. Eu os defendo, enquanto alguns fingem odeia-los, mas vou fundamentar devidamente o meu ponto de vista em favor deles.

Como sabemos [e vemos] é recorrente na nossa ignorância política dizer os clichês que todo mundo que diz: ser contra a corrupção, contra os políticos corruptos, contra a roubalheira. Repetem com repugnância, como se alguém fosse a favor disso tudo. É um clichê fajuto dizer que se é contra a corrupção, pois ninguém jamais argumenta que é a favor da corrupção [nem mesmo os corruptos e corruptores]. E aí, como forma de compensar a nossa ignorância política, nós abestados que somos, destilamos todo um discurso de ódio aos políticos, ou seja, a nós mesmos, já que somos animais sociais e portanto, políticos. E o coringa do jogo tá mesmo é lá encima.

Bom. Esse texto não justifica [e não admite] os políticos realmente corruptos, lacaios e roubadores da coisa pública, do dinheiro público. Porém, sendo verdade que existe corrupção na Política, também é verdade que existe muito político bom e de caráter fixo que lutam diuturnamente pelo bem da política e pelo bem de todos nós. Se não, vejamos: é graças aos políticos honestos que temos água encanada, luz elétrica, saneamento básico, educação, etc. O simples fato de eu estar escrevendo esse texto depende [e muito] dos políticos, pois se eles quisessem aprovar uma lei ditatorial [se fosse consenso entre eles] proibindo-me de escrever e externar meu ponto de vista, eu não estaria nem aqui. Você sabe das ditaduras, né?

Ora mas são corruptos todos eles, grita um ignorante ali. São ladrões blasfema outro abestado acolá. Na verdade ladrão e corrupto é o cara que não sabe em quem votou e depois fala mal arrogantemente da classe fundamental que é classe dos políticos, a melhor classe que existe. A verdade é que o cara chama os políticos [que são nossos reflexos] de ladrões, mas vai à igreja dos [alguns] pastores ladrões e corruptos todos os dias e religiosamente. Xinga os políticos mas acha lindo aquele empresário que enricou explorando o povo [que serviu como massa de manobra e trampolim para ele], especulando encima de dinheiro desonesto. A moça alardeia aos quatro cantos que é contra o político que não faz nada, mas ama o Luan Santana que também, curiosamente [ou não], não faz nada pelo Brasil ou, no mínimo, por ela.

Assim temos que pensar mesmo que o político é a melhor [ou a pior, às vezes, é verdade] opção que temos. Você jamais vai ter a chance de dizer um não bem grande, através do voto [que por si só é uma ótima ferramenta] a um empresário, a um pastor, a uma empresa, a um padre ou a um cantor que você julga que são corruptos e não fazem nada pelo Brasil. Mas você vai ter a chance de dá um NÃO bem grande a um político. Agora ou daqui a quatro anos.


Pense nisso. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

E o Juan Rodriguez continua...

Fazendo covers fantásticos.

Dessa vez o Juan Rodriguez faz covers de Love Hurts, da banda escocesa Nazareth, do Guns N' Roses e do grande timoneiro do rock, o eterno rei Elvis Presley.

Aqui é Suspicious Minds do Elvis Presley

E aqui é Love Hurts do Nazareth

E tem muito mais. O cara faz cover do Pink Floyd, do Guns (of course), do Metallica, do Manowar, do Rod Stewart e de muitos outros. 

É só ir lá no canal dele no youtube e pimba: rock'n'roll de todo tipo!

Sites para obter o mais importante: conhecimento.

Vasculhando esse imenso universo que é a Internet, eu sempre acho algo bacana. E dessa vez eu resolvi compartilhar um site que agrega muito valor a quem é sedento por conhecimento; um site da Univesp.
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Uma descoberta de ouro.
Segundo o próprio site "A Univesp TV é o canal de comunicação da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a quarta universidade pública paulista e visa ao incentivo à formação integral do cidadão. Nosso objetivo principal é apoiar o aprendizado dos alunos de cursos da Univesp, através de programas específicos e também de interesse geral.
No ar desde setembro de 2009, foi o primeiro canal digital do País a apresentar programação própria, diversa da transmitida pelo correspondente canal analógico; o que representa um pioneirismo da Fundação Padre Anchieta e da TV Cultura.
De segunda a domingo, das 7h15 às 2h00, a Univesp TV exibe a sua grade com programas de produção própria, cursos e sucessos produzidos pela BBC, Channel 4, Open University, PBS e Europe Images, entre outras.
Também trasmitimos aulas de disciplinas de cursos regulares de graduação e pós-graduação de USP, UNESP e UNICAMP como: Metodologia da Economia, História das Relações Internacionais, História da Música, Geometria Analítica, Física, Cálculo entre outros. Programas como Complicações, Educação Brasileira, Ensino Superior, Desafios da Educação e Fala, Doutor, discutem os temas relevantes do momento, com foco, principalmente, na Educação."
O site oferece varios cursos, tanto da UNICAMP, UNESP e coisas boas da programação da TV CULTURA.
Um curso que estava assistindo é a aula ministrada pela Professora Dorotéa Kerr, do Instituto de Artes da UNESP, intitulado História da Música
Segue aqui, parça: História da Música

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Sobre ampliar seu mundo por meio da cultura


Acredito que ampliar o horizonte da nossa cultura enquanto seres culturais significa estar aberto (sempre) a novos aprendizados; ser receptivo às boas ideias, àquilo que agrega valor pra gente e filtrar mesmo aquilo que, de imediato, não soma aparentemente algo prático para nossas vidas.
Esta está feliz por que aprendeu a tocar guitarra.
Sempre ler, querer aprender mais e mais. Sofisticar o que já sabemos e aprender algo a mais é sempre salutar para o nosso arsenal cultural. Ouvir, escutar, ver sempre de modo analítico. Quando ler um livro fazer anotações sobre ele: resumos, resenhas, escrever sobre ele. Falar, opinar, debater e compartilhar os horizontes da cultura que aquele autor nos traz.
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Este está feliz por que aprendeu um novo idioma.
Feito isso, tentar ainda conhecer mais sobre o autor, sua biografia, outros livros que escreveu, outras abordagens que usou em outros e a linha de pensamento geral que ele segue.

Ampliar a nossa cultura é estar mesmo aberto às possibilidades. É perceber a simplicidade nas miúdezas. É sempre se empenhar nas coisas simples e pequenas que podem se desdobrarem em coisas grandes, que somam valor a nós e a nossa comunidade.

Participar da vida social e política das nossas comunidades também é deveras importante. É na comunidade que a vida acontece. É lá que as miúdezas fazem toda a diferença. Por este motivo, a importância da participação social. Assim, interferir de forma voluntária ao bem coletivo, está na dianteira das transformações que podem causar para nós e para os nossos pares é fundamental na ampliação de nosso horizonte cultural.
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Estes estão felizes por que aprenderam muitas coisas juntos.
Sempre prezei em manter uma curiosidade científica na minha personalidade. Assim, se alguém me fala o nome de algum escritor, de um cientista, engenheiro ou outro de que eu não conheça eu perguntarei e ou pesquisarei na internet sobre ele para somar à minha cultura. Sei que não é pedantismo querer saber os fundamentos da vida. Por isso amplio minha munição cultural por meio da música (ouvindo e tentar fazer), das artes e das artes marciais, da matemática, do esporte, da leitura em geral, da curiosidade salutar, das inquietações filosóficas e políticas.

Vejo (e sempre quero ver) que ampliar o nosso mundo por meio da cultura e olhar o mundo de forma cada vez mais ampla. Um universo a ser explorado.
Estas têm um universo a ser explorado.

E sempre aprendido.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Give me the Rock’n’roll, honey!

By Valdecir Ximenes

My first text in English is about something that I taste very much: the rock’n’roll, baby.

I think to write about politics, philosophy, computing, martial arts or physics, but I choice the task to write about this thing that I taste since a long time ago.

Rock is my religion. The guitars (and the guitarists), the basses (and the bassists), the drums (and the drummers), solos, vocal and loud sound fascinated me by all ways.  And many rock bands are yours badges/characters.

My religion: rock!
Many rock bands like Guns N’ Roses, AC/DC, Metallica, Judas Priest, Rolling Stones, U2, even motivated me to learn English. When I listen this bands (and many of them songs), I find yours translations e lyrics on Internet. And this, naturally, helped me a lot.

And it also helped me a lot about music theory: notes and intervals, scales, chords, guitars, basses, etc. And how songs are mades: by harmonic field, scales and others things.

So for this, but not only: give me the Rock’n’roll, baby!


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

E esse Che Guevara, era o cara mesmo?

Se Tony Stark (o Iron Man/Homem de Ferro) é gênio, bilionário, play boy e filantropo, Che Guevara não deixa por menos. Com uma diferença: O Che é amado por muitos e muito odiado por muitos outros.
Bilionário...
Eis por que então, o Ernesto "Che Guevara" é isso tudo.

Escritor, enxadrista, médico, intelectual...playboy

Intelectual. Leitor contumaz, o Che gostava de ler de tudo. Medicina, política, história, economia. Depois passou a escrever sobre isso tudo, notadamente sobre economia e política. E com isso foi ganhando consciência política de esquerda, pois se quisesse teria mandado os excluídos irem às favas e teria sido um médico bem sucedido argentino.

Aventureiro. Pilotava aviões, fazia alpinismo e grandes aventuras incluindo a famosa viagem de moto pela América Latina com o seu amigo Alberto Granado.

Enxadrista. O Che era um exímio jogador de Xadrez e poker. Gostava também de muitos outros jogos.

Play Boy. Che Guevara era considerado um mulherengo. Um play boy ou pegador nos nossos dias. Bonitão, aventureiro, médico, de classe média e intelectual, era fácil pra ele pegar muitas mulheres.

Balanço da história toda: jogador de xadrez, aventureiro/guerrilheiro, autor de obras políticas, estadista. Tudo isso levou o filósofo francês Jean Paul Sartre a chamar Che Guevara de "o homem mais completo de nosso tempo".

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O Banco do Brasil de Coreaú não funciona e tudo bem!

Valdecir Ximenes

Não falo do pessoal que trabalha lá. Eles são prestativos, fazem seu trabalho, mesmo que só faça o trivial, o básico.

Acontece que o BB/Coreaú funciona em plena morosidade (parece que não é só justiça que é lenta não). Muitas vezes eu tendo precisado dos serviços da agência em questão – por causa da conta do conselho escolar da escola onde trabalho -, a lentidão sem fim do BB/ Coreaú me rachou a cabeça de raiva. A demora, as desculpas, os argumentos lentos para justificar a lentidão de uma agência que precisa urgentemente se atualizar é de morrer de rir (e de raiva, naturalmente).
A lebre é o BB/Coreaú. A tartaruga é a tartaruga mesmo. Mas adivinha que vai ganhar a corrida??

De novo, não estou criticando este ou aquele agente em particular. Falo mesmo é que a instituição BB/Coreaú precisa o mais depressa possível se corrigir: melhorar, agilizar, “atualizar” o seu sistema de funcionamento para atender plenamente e  dentro da normalidade os seus pacientes clientes.

E o que mais me inquieta nisso tudo é a pacata e benevolente aceitação dos clientes desta agência da sua morosidade e funcionamento lento - que, ao invés de reclamarem, de cobrarem -, estão aceitando de boa e dizendo “tudo bem” para tanto descaso e maus serviços com eles e com todos nós.
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Num disse que a tartaruga ia ganhar!!
E como somos apenas “latinos americanos, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes,  e vindo do interior” a nossa melhor opção é reclamar.

Se não mudar, aí tudo bem.

Ou não!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Os professores rigorosos são os melhores

Valdecir Ximenes

Um dos meus melhores amigos de hoje é também um meu ex-professor de matemática do ensino fundamental. Quando ele era meu professor, era extremamente rigoroso (e ainda o é) e tido como “carrasco” por muitos de nós. Professor de matemática que despertou sobremaneira meu interesse por esta disciplina e depois, de certa feita, minha escolha pelas exatas. Habilidoso, competente e rigoroso era um professor muito amigo e nunca dava tapinha nas costas de alunos que agisse de maneira contrária a seu método de ensino.
"Tá anotando capitão Matias?"
O meu professor de História do ensino médio também era (e é) rigoroso. Sério demais, politizado e competente. Genuinamente interessado no crescimento intelectual de seus alunos, tanto humana quanto tecnicamente. Graças ao seu rigor muitos de seus alunos se desenvolveram (e se desenvolvem) plenamente, como tem de ser.

Meus professores universitários foram rigorosos, bem rigorosos que às vezes pensávamos que eles fossem arrogantes. Mas na verdade, eram assíduos, pontuais, leitores contumazes e ensinam bem demais. Fundamentalmente dois deles.

Meu professor de música (Guitarra, Contrabaixo) é um cara muito sabedor de teoria musical, de músicos habilidosos, de bandas notáveis, de técnicas de vários estilos. É muito rigoroso no seu método de ensinar música e quase nunca rir quando faz isso. Por outro lado, é uma pessoa humana e tanto.
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Não precisa de tanto, Terence Fletcher!
Um professor quer me deu aulas no Curso de Formação de Condutores (CFC) da Carteira de Habilitação (CNH) foi um sujeito bem rigoroso, o suficiente para que somente com as suas aulas a turma pudesse passar na prova de legislação.

Meu professor de Artes Marciais (Kung-Fu, Muay Thai) é um cara legal. Brinca, faz trocadilhos, cumprimenta respeitosamente todo mundo é fortemente rigoroso na sua técnica de ensinar artes marciais. Ganhou o respeito, a admiração e amizade de todos seus alunos/seguidores.

Os professores do ensino fundamental, do ensino médio, do ensino superior, de música, do CFC/CNH e de Artes Marciais são os melhores por que são rigorosos.


Seguramente! 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O mundo vai acabar e (quase) todo mundo tá se lichando pra isso!

Crise política. Crise econômica. Crise humanitária. Crise hídrica. Crise de inteligência. Crise global. Mas prá grande maioria das pessoas - assoladas pela crise de inteligência -, que foda-se tudo. Que se exploda. E lamentavelmente vai acabar pra eles e pra todos nós!

Ontem (dia 10/09) fui ver a apresentação da Feira de Ciências da Escola Estadual do Arapá. Os temas variavam entre falta d'água, crise hídrica, falta de saneamento d'água, seca, etc. E como muita gente tava lá mesmo era pra navegar nas redes sociais, o mote era ser indiferente, apático com o problema que nos já afeta e que vai nos levar para o fundo do poço (seco, diga-se de passagem!)

O trem vai pegá-los, mas e daí?
O pessoal (sempre com as devidas exceções) quer é Facebook, Whatsapp, Xvídeos. E exploda-se o mundo. O fim dele será transmitido ao vivo pelas redes sociais e isso é lamentável.

OBS.: No tocante à Feira, mesmo a achando tímida, achei bacana o pessoal da escola ter voltado a atenção para a crise hídrica que já nos afeta sobremaneira. Faltou a maioria do pessoal se tocar sobre a catástrofe que é isso. Bem maior do que a falta, por um instante, de conexão no celular!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Crônicas do Boqueirão é indicado por Eliton Menezes

Valdecir Ximenes

O nosso humilde blog é sugerido como opção de leitura pelo coreauense Eliton Menezes no seu blog Diário de um Navegante. 
Aqui, navegante!

Eliton é Defensor Público e membro da Academia Palmense de Letras - APL de Coreaú. Fala italiano fluentemente e (me parece) arrisca no Alemão com proficiência. De Coreaú, Eliton é um guerreiro que subiu na vida com trabalho, decência e estudo. Um homem de letras e do direito, ele é um exemplo para todos nós. De modo que fico feliz em saber que ele visita minha página, a ler e a indica.

Valeu, navegante!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Naquela noite não deu samba...

por Valdecir Ximenes

Ele tinha sentido uma coisa por ela. Só sabia que sentia e que era forte. Talvez até mais forte do que ele pudesse suportar. Acontece com todo garoto na idade dele, com dezessete anos de idade. Mas dessa vez, quando ele a viu, mesmo depois do troço que ele sentia em todo o corpo, ele quis se aproximar. Só quis. Titubeou. Não chegou junto. Pensou que em outra ocasião a abordaria, dessa vez com coragem para fazê-lo.

Ela tinha vinte anos, mas não parecia (e se parecesse, para ele não fazia diferença). Menina-moça, jeito de muleca, cabeça feita como toda mulher segura de sua beleza no mundo e que sabe o que quer. Madura, mas não tanto. Ele só entendia que ela era perfeito enigma, de beleza e de mistério. Ela gostava de muitas coisas que ele também apreciava até certo ponto; gostava de dançar, sair, cantar, estudar, se divertir. Talvez gostasse de rock, samba. MPB, só talvez. Mas é certo que era fissurada em Machado de Assis e Edgar Alan Poe. Nada mais, talvez.

Ele era um rapaz do interior, meio tímido. Amava rock (e todas as suas vertentes), mas não era um cara bitolado. Gostava de literatura, de cinema, de ciências. Tinha problemas, é certo, afinal todo mundo tem. Ele era um cara descolado, saca?

Bem antes ele tinha tentado uma aproximação com ela. Ela o quis, mas por um mistério que envolve as mulheres, não deu chance pra ele àquela noite. Ela o despachou solenemente.

Ele quis saber qual foi o erro na sua abordagem. Tentou equacionar alguma coisa, mas nada. Se contentou em saber que um “fora” de uma garota daquela era o grande começo, o começo de uma grande vitória. Era sim uma desculpa para se aproximar novamente.

Numa outra noite ele a viu, hesitou um pouco e investiu. Estava ciente de que aquela linda mulher também o queria de certo modo.

E foi. Conversaram muito acerca de muitas coisas. Conversaram sobre a vida. Sobre algumas coisas comuns tipo música. Aumentaram grandemente o interesse um pelo outro. Sorriram, riram, dançaram, se divertiram juntos. E foi assim que um dia se beijaram. 

À meia-noite ela pediu para sair sozinha. Pra algum lugar, retocar a maquiagem, talvez. Depois ela voltou e veio abraçada de outro rapaz, o qual, disse ser o seu namorado.


Vai entender! A vida tem dessas frustrações.  Naquela noite, pra ele, não deu mesmo samba. 

Nem ao menos deu rock!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Deu a louca no James Kottak

Bateria é isso. Loucura. A prova é esse solo manêro de batera que o baterista do Scorpions, o James Kottak, faz nesse vídeo abaixo. Confira.

Aqui, fera!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Minha arma é a guitarra na mão

Raul Seixas canta em Eu sou egoísta: "Se você acha que tem pouca sorte Se lhe preocupa a doença ou a morte Se você sente receio do inferno Do fogo eterno, de Deus, do mal Eu sou estrela no abismo do espaço  O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço Onde eu tô não há bicho papão não Eu vou sempre avante no nada infinito Flamejando meu rock, o meu grito Minha espada é a guitarra na mão "

E lá se foi o colombiano e fez.

Uma guitar-rif!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ninguém disse que seria fácil...

Estamos sumidos, isso é fato. Gosto de escrever e publicar aqui mas o tempo realmente tem sido curto pra mim. E como é pra todos nós, a vida não tá fácil pra ninguém. E se fosse fácil assim, não seria bacana. Seria ruim!
Precisa de legenda?
Pode ser que ninguém queira saber o que se passa com este humilde mediador da coisa toda, mas como temos uma média legal de visitas, devemos dar explicações mínimas. Cadê tu, cara? 
Então, vamo ao que estamos fazendo...

# Coordenação Pedagógica | EMEIF Santo Antônio, Araquém. Desde ano passado (2014) que estou à frente da coordenação II da escola Santo Antônio. 
Gosto e tenho me empenhado bastante. A escola é legal. O pessoal que trabalha comigo é bacana e os alunos são porretas. Esse trabalho me consume o dia, afinal trabalho 8 h/dia. Mas tamujuntu (assim mesmo) nesse barco. 

# WebDesign. Faço um curso de webdesign desde três meses atrás. E isso, naturalmente me toma uma parcela significativa de tempo. Faz parte da grade linguagens de programação HTML, JAVA, CorelDraw, entre outras. Tudo coisas de que gosto bastante.

# Música | Guitarra e Contrabaixo. Faz um bom tempo faço aulas desses instrumentos com o mestre Mário Nilo, professor particular, fera em música e amigo pessoal. Aos sábados aulas presenciais e estudos práticos e leituras em casa.
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Chego lá, seu Slash!
# CNH. Comecei em fevereiro deste ano o processo de Carteira Nacional de Habilitação e, graças a Deus, a concluir em julho. Ademais, ninguém precisa comentar a importância de se ser habilitado, neh?

# Artes Marciais | Kung Fu e Muay Thai. Desde o início do ano que fazemos parte de um curso básico de kungfu ministrado pelo nosso amigo, professor Paulo Shaolin, de Frecheirinha. A ideia é apenas conhecer um pouco de kungfu - e artes marciais, por extensão-, e de certa forma fazer uma imersão no estudo (mesmo que mínimo) de história e cultura da China através dessa arte marcial milenar, o Kung Fu. E ainda extendemos o estudo para Boxe, Muay Thai, Kickboxing, etc.

Bruce Lee diz: "Vem".
# Estudo | Leituras e outras coisitas más. Ler é mais do que importante. É fundamental. E estudar (pra concurso, por exemplo) é vital.

Na lista,
Mês de Cães Danados de Moacyr Scliar e, 
Agosto de Rubem Fonseca.

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E então, vamos aproveitar a vida? Sim, tem ainda viagens e saidas legais, mas isso é outra história rs