terça-feira, 7 de maio de 2013

cultura e arte...

A gente não quer só comida....

Diversão e arte 
Para qualquer parte 
Diversão, balé Como a vida quer
 Desejo, necessidade, vontade 
Necessidade, desejo, eh! 
Necessidade, vontade, eh! Necessidade... (Comida, Titãs)

Às vezes sinto (muita) falta de um pouco de mais cultura de meus pares. No trabalho, em casa, no circulo de amigos, na comunidade. Aqui no Boqueirão procuro aos redores e caço pessoas que tenham uma cultura diferenciada e confesso que é difícil encontrar. Por exemplo, procuro alguém pra conversar sobre música, política e filosofia e quase nunca encontro! Meus próximos nada entendem de musica, de coisas boas. Quando procuro alguém para conversar e ouvir Rock, aí a coisa fica mais difícil.

Como num muro pinkfloydiano, sinto-me distante de todos da minha comunidade. Eles se apegam facilmente às coisas fúteis tais como futebol comercial, forró de péssimo gosto musical, sertanojo empurrados pela mídia corporativa, e toda sorte de coisas que tento sempre me distanciar, para continuar são! No professorado também. Dificilmente encontro um professor com um nível cultural mais “rebelde”. Vejo professores a quem está entregue a mudança da mentalidade de seus alunos, quando eles mesmos nem se quer estão mudados mentalmente.

Penso que os professores devem ser politizados, conscientes ideologicamente, para implantar a revolução nas mentes de seus alunos. Se não, como Pink Floyd, serão apenas tijolos no muro.

 Finalizando, a minha crença é a de que temos que fazer gerar o debate, consciente de que o embate/debate é sempre salutar. Cabe a todos procurar obter cultura e desta feita, repassar “polemicamente” aos nossos pares para que tornem-se seres críticos e polemizantes. Assim, com certeza teremos um mundo melhor, porque mais critico e culturalizado!  

Valdecir Ximenes, ouve Rock, gosta de filosofia e política, é formado em Física e dar aulas de Matemática.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sobre o futebol mercantil.....

OS TORCEDORES IMORTAIS (Do Blog Jornalia do Ed) Pois então, hoje tem jogo do Santa aqui em Recife e eu não vou. Não vou porque não quero me submeter aos desígnios de quem detém o poder econômico e manda no pobre futebol brasileiro. Entretanto, não queimo meus neurônios tentando criticar a grade de programação da “Vênus Platinada”. Eles compraram o evento, são os donos da festa. As críticas devem ser direcionadas aos que se venderam. A tevê determinou, inclusive, mudanças no sistema de disputa. Proibiu a cobrança de penalidades. A lógica comercial: a partida de futebol é um evento da grade de programação, portanto, tem que ter hora para começar e terminar. Cobranças de pênaltis, em geral, extrapolam os horários pré-estabelecidos. Isso não é de agora, há alguns anos, a tradicional “Corrida de São Silvestre”, que era disputada na virada do ano, teve seu horário modificado para atender uam ordem da tevê. Transmitindo no horário do réveillon o “programa” concorria com uma festa tradicional e perdia audiência. A longa história da corrida foi triturada para se adequar à programação. O mais grave, no que se refere à “organização” esportiva, é a desvalorização de tradicionais times fora do eixo Rio-Minas-Sul-São Paulo. A tevê sempre privilegia na grade os times de lá. Os programas esportivos, mesmo nas edições nacionais, privilegiam os times de lá. O torcedor que aparece na novela é do time de lá, assim como o escudo na parede etc., etc., e etc. O mostro foi criado e se alimenta da alienação dos torcedores pelo do Brasil afora que se esquecem de torcer pelos times locais e torcem pelo time que a tevê impõe. Eles passam a acreditar no que aquele locutor ufano brada descaradamente, veste a camisa de uma equipe que não tem nada a ver com ele. Antes eram só as crianças, hoje em dia, muito adulto com opinião formada entra na onda. Dessa doença a torcida do meu clube do coração, o Santa Cruz, não sofre. O time foi jogado no limbo, no subsolo do inferno, mas a torcida não foi na onda da tevê. Pelo contrário, bateu recordes de presença no estádio e a tev ê, mesmo a contragosto, teve que mostrar essa história. Se o monstro é invencível, nós, heroicos torcedores, somos imortais.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Testando escrever alguma com a Linguagem HTML Pretendo, se tudo ocorrer nos conformes, escrever esta página usando a linguagem de Marcação de Texto, o HTML! Em breve. ....

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Excelente inquietação feita por Frei Betto!

Produção de sentido
por Frei Betto (publicado originalmente em Brasil De Fato em 23/04/2013)

Muitos pais se queixam do desinteresse dos filhos por causas altruístas, solidárias, sustentáveis. Guardam a impressão de que parcela considerável da juventude busca apenas riqueza, beleza e poder. Já não se espelha em líderes voltados às causas sociais, ao ideal de um mundo melhor, como Gandhi, Luther King, Che Guevara e Mandela.
O que falta à nova geração? Faltam instituições produtoras de sentido. Há que imprimir sentido à vida. Minha geração, a que fez 20 anos de idade na década de 1960, tinha como produtores de sentido Igrejas, movimentos sociais e organizações políticas.
A Igreja Católica, renovada pelo Concílio Vaticano II, suscitava militantes, imbuídos de fé e idealismo, por meio da Ação Católica e da Pastoral de Juventude. Queríamos ser homens e mulheres novos. E criar uma nova sociedade, fundada na ética pessoal e na justiça social.
Os movimentos sociais, como a alfabetização pelo método Paulo Freire, nos desacomodavam, impeliam-nos ao encontro das camadas mais pobres da população, educavam a nossa sensibilidade para a dor alheia causada por estruturas injustas.
As organizações políticas, quase todas clandestinas sob a ditadura, incutiam-nos consciência crítica, e certo espírito heroico que nos destemia frente aos riscos de combater o regime militar e a ingerência do imperialismo usamericano na América Latina.
Quais são, hoje, as instituições produtoras de sentido? Onde adquirir uma visão de mundo que destoe dessa mundividência neoliberal centrada no monoteísmo do mercado? Por que a arte é encarada como mera mercadoria, seja na produção ou no consumo, e não como criação capaz de suscitar em nossa subjetividade valores éticos, perspectiva crítica e apetite estético?
As novas tecnologias de comunicação provocam a explosão de redes sociais que, de fato, são virtuais. E esgarçam as redes verdadeiramente sociais, como sindicatos, grêmios, associações, grupos políticos, que aproximavam as pessoas fisicamente, incutiam cumplicidade e as congregavam em diferentes modalidades de militância.
Agora, a troca de informações e opiniões supera o intercâmbio de formação e as propostas de mobilização. Os megarrelatos estão em crise, e há pouco interesse pelas fontes de pensamento crítico, como o marxismo e a teologia da libertação.
No entanto, como se dizia outrora, nunca as condições objetivas foram tão favoráveis para operar mudanças estruturais. O capitalismo está em crise, a desigualdade social no mundo é alarmante, os povos árabes se rebelam, a Europa se defronta com 25 milhões de desempregados, enquanto na América Latina cresce o número de governos progressistas, emancipados das garras do Tio Sam e suficientemente independentes, a ponto de eleger Cuba para presidir a Celac (Comunidade do Estados Latino-Americanos e Caribenhos).
Vigora atualmente um descompasso entre o que se vê e o que se quer. Há uma multidão de jovens que deseja apenas um lugar ao sol sem, contudo, se dar conta das espessas sombras que lhes fecham o horizonte.
Quando não se quer mudar o mundo, privatiza-se o sonho modificando o cabelo, a roupa, a aparência. Quando não se ousa pichar muros, faz-se tatuagem para marcar no corpo sua escala de valores. Quando não se injeta utopia na veia, corre-se o risco de injetar drogas.
Não fomos criados para ser carneiros em um imenso rebanho retido no curral do mercado. Fomos criados para ser protagonistas, inventores, criadores e revolucionários.
Quando Hércules haverá de arrebentar as correntes de Prometeu e evitar que o consumismo prossiga lhe comendo o fígado? "Prometeu fez com que esperanças cegas vivam nos corações dos homens”, escreveu Ésquilo. De onde beber esperanças lúcidas se as fontes de sentido parecem ressecadas?
Parecem, mas não desaparecem. As fontes estão aí, a olhos vistos: a espiritualidade, os movimentos sociais, a luta pela preservação ambiental, a defesa dos direitos humanos, a busca de outros mundos possíveis.

Frei Betto é escritor, autor do romance "Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.http://www.freibetto.org- twitter: @freibetto.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

E o vento leva....


E a moçada perde tempo....


Estive ouvindo dois grandes roqueiros (guitarristas) de peso nesses dias. Joe Satriani e Ingwie Malmsteen. Os caras são fenomenais. Excelente som! Interessante é que quando se ouve a eles, a gente sente um contentamento maravilhoso. E pensa na perda de tempo que a moçada (mas não somente a moçada) comete. Ao ouvir uma ninharia de música que os empresários e os marqueteiros interessados em dinheiro nos querem empurrar “goela à baixo”, tal como forró, funk, sertanejo, etc estamos nos privando do que temos (ou do que nos dão) de melhor; a criatividade, o gênio humano, a música. Não que estas músicas não sejam vindas do gênio humano, mas qual o critério para ouvi-las?
Música é um conjunto harmonioso de sons que nos despertam o espirito. Nos torna livres, nos suaviza a alma. Música é a arte dos deuses, o santo graal da sabedoria humana! E o critério que devemos tomar para ouvi-la é a sabedoria, a beleza, o bom som, etc. Enfim, ouçam:
  1. Joe Satriani
    2) Ingwie Malmsteen
por Valdecir Ximenes

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Jô Soares sobre o professor (a).....


O professor está sempre errado!
Jô Soares

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

quinta-feira, 4 de abril de 2013


Software Livre na administração pública: uma proposta
Por Valdecir Ximenes (usa Ubuntu)

No ano passado tivemos a oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos de nosso município para a saúde, educação, segurança e em nenhum deles constava, pelo menos não explicitamente, a efetiva informatização do poder público, por vários motivos: desconhecimento da potencialidade da utilização do Software Livre (SL), pouca relevância eleitoral (por que o povo não sabe/não conhece) e mesmo ignorância funcional com relação à Informática/Computação dos pleiteantes. O que texto que segue é uma motivação para que a atual gestão adote a utilização do SL para customizar e otimizar a eficiência do poder público municipal.

Sou funcionário contratado pelo poder público municipal e de quando em vez o mesmo requisita documentos de nós funcionários. O que ocorre é que tais documentos (cópias) já deviam contar em um banco de dados pelo nosso quadro de pessoal que trabalham na gestão para que não se precise ficar tirando cópias e mais cópias de um mesmo documento (ou dos mesmos documentos). Bom, mais o que estou querendo sugeri? Informatização, uso de SL, mas não somente. No geral, quero sugeri a implantação e utilização de SL na informatização do poder público municipal. Seguramente a atual gestão é conhecedora de que o uso de SL na administração pública vem sendo amplamente adotado pelo Governo Federal e também pelo Governo Estadual. E agora é uma boa pedida para que o Governo Municipal siga pelo mesmo livre e elegante caminho, como muitas prefeituras vem fazendo. Por exemplo, o Governo Federal vem adotando SL em muitos de seus ministérios. Para o caso podemos exemplificar com a boa definição no portal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:

            O software livre é uma opção estratégica do Governo Federal porque reduz custos, amplia             a concorrência, gera empregos e desenvolve o conhecimento e a inteligência do país nessa              área. ”(1) 

Uma das grandes iniciativas do Governo Federal foi a criação do Portal do Software Público Brasileiro (PSPB) onde são disponibilizados centenas de softwares livres que podem ser implantados em todas as esferas da administração pública (federal, estadual e municipal) como também podem ser utilizados pela sociedade em geral. Abaixo alguns softwares disponíveis no PSPB que merecem destaque e uma pequena descrição de acordo com informações obtidas no próprio portal.

            a) O uso da distribuição (distro) Linux Educacional nas escolas públicas contempladas com  
            o Proinfo
            b) a utilização da distro Linux Pandorga também nas escolas públicas para ser usado por  
            crianças e pre-adolescentes;
           c) o projeto Prefeitura Livre – no geral, é a informatização das prefeituras com SL;
           d) o i-Educar – software de gestão escolar
           e) e-Cidade – que destina-se a informatizar a gestão dos Municípios Brasileiros de forma conjunta, contemplando a integração entre os entes municipais: Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, Autarquias, Fundações e outros.
           f) etc.(2)

A utilização de SL no poder público se torna bastante viável por vários motivos, ou melhor dizendo, por causa de quatro princípios básicos:
1)      Legal (não existe cópia ilegal de software);
2)      Político (independência de fornecedor de software) ;
3)      Social (compartilhar/socializar o conhecimento) ;
4)       Econômico (não existe compra de licenças). E o melhor, existe pouca chance de vírus
infectar o sistema e apagar/ocultar documentos importantes, como dados, registros, protocolos, etc, levando em consideração que o poder público migre para o Linux.
           
No que toca à relação Governo versus SL, o Governo Federal vem adotando sistematicamente o uso de tecnologias de softwares open-source (código aberto) em muitas de suas plataformas, como já citado acima. O mesmo disponibiliza todo um conteúdo no PSPB, o que é muito louvável. O Governo Estadual tem implantado o sistema operacional Linux  (distro Ubuntu) em muitos de seus departamentos, tais como secretarias, escolas estaduais e Universidades. Muitas Prefeituras Brasil a fora estão adotando o SL para informatizar suas gestões e com isso tem melhorado substantivamente a vida de deus governados.

A utilização/adoção do SL por parte da administração pública no Brasil é um imperativo moral e por isso, mas não só por isso, deveria estar em um grau bem mais avançado do que o atual, tendo em vista a qualidade dos softwares disponíveis e o incentivo oferecido pelo próprio Governo Federal. E tendo em vista que estamos vivendo a era da informação/informatização, não podemos ficar “amarrados” em softwares proprietários que somente ajudam a atrasar e atrapalhar as informações vitais ao bom funcionamento do/da poder/gestão público/a .

Referências
(1). Revista Espírito Livre. Edição 40, Julho de 2012.
(2). Portal do  Software Público  Brasileiro