quinta-feira, 31 de julho de 2014

Por que o sistema de educação da Finlândia é tão reverenciado

Saiu há pouco tempo um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.
É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.
Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.
Surpresa? Dificilmente.
Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.
Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.
A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.
Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.
Algumas coisas básicas no sistema finlandês:
1)Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.
2)Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.
3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.
4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.
5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.
6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)

Isto é uma amostra, apenas.
Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)
Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.
Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.
Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um documentário que está no youtube.
Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.
Quanto antes.

terça-feira, 24 de junho de 2014

O mundo é um moinho

É mesmo. O mundo é moinho e tritura os nossos sonhos tão mesquinhos. Rouba o tempo da gente. A gente cresce, vira burocrata e tem que trabalhar e o trabalho nos tira uma parcela boa de nosso tempo, para o bem ou para o mal.
O mundo é um moinho. Cazuza tb disse isso!
O certo é que sim, nós vamos continuar. Vou pedir aos leitores e leitoras mais um tempo enquanto acerto as coisas pra depois voltar a publicar aqui no Crônicas com regularidade. Por enquanto estou muito ocupado com trabalho e o tempo que me está restando eu estou "bebendo de outras fontes", tipo música, artes marciais, aventuras pra entrar em contato com a natureza e coisas que julgo legal pra depois compartilhar com os amigos leitores e as amigas leitoras.

Cartola, esse amante da vida!
O mundo é um moinho...mas não é um rolo compressor, o que faltou o Cartola dizer!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Crise de água potável

 
Por Ulisses Capozzoli no Blog da Sciam
 
Em um mundo com aproximadamente 75% de sua superfície coberta por oceanos, o que justifica a crise de abastecimento de água presente no noticiário de várias regiões e, neste momento, intimamente relacionada à megalópole de São Paulo?
 
Do 1,3 bilhão de km³ de água do planeta, pouco mais de 1% é representado pela água doce e isso já reduz significativamente a oferta potável, aquela utilizada para consumo humano, atividades industriais e consumo pela agropecuária mundial.
 
É verdade que os oceanos têm participação majoritária no chamado ciclo hidrológico, o processo que regula a circulação da água na superfície e atmosfera do planeta, responsável pela purificação de aproximadamente 11 mil km³ de água a cada ano.
 
E a carência de água potável está intimamente ligada a esse volume de água purificada pelo ciclo hidrológico, que só foi desvendado ao longo de séculos de investigação.
 
Aristóteles, que se ocupou de quase tudo que diz respeito ao conhecimento, especulou que as profundezas da Terra eram responsáveis por uma espécie de geração espontânea da água.
 
Ao longo do século 20 uma interação de campos que foi da hidrologia à cosmologia, passando pela evolução estelar, revelou que a água teve existência precoce no Universo.
 
Como nas demais áreas, também para a água, tudo começou com o Big Bang, a explosão da criação do Universo, segundo a cosmologia que tem esse nome.
 
Quase 400 mil anos após a explosão primordial, com a expansão e resfriamento do Universo, as partículas se acoplaram para formar os primeiros átomos e o volume maior desses elementos foi e ainda é representado pelo hidrogênio.
 
As primeiras estrelas foram bolas gigantescas de hidrogênio comprimidas gravitacionalmente para entrar em ignição nuclear e produzir o que hoje os astrofísicos chamam de síntese dos elementos químicos.
 
Numa fase relativamente curta, estrelas que “queimaram” hidrogênio e hélio deram origem ao oxigênio que, com o hidrogênio, forma a molécula H20, ou seja, uma molécula de água.
 
Assim, a água surgiu precocemente no Cosmos e ainda hoje fontes d´água estão localizadas em regiões como a enorme nebulosa de Órion, na constelação desse mesmo nome.
 
A nebulosa que há 5 bilhões de anos deu origem ao Sistema Solar era rica em água, segundo cientistas planetários consideram hoje. Dessa forma não seria surpreendente que a Terra reunisse parte desse estoque, ainda que o processo de formação de mundos seja complexo o suficiente para não permitir relações tão lineares.
 
Ainda no século passado ficou mais ou menos evidenciado que parte da água disponível na Terra chegou aqui no corpo de cometas que se chocaram com o planeta num bombardeio que há mais de 2 bilhões de anos foi intenso no Sistema Solar e que marcou, por exemplo, a superfície da Lua.
 
Na Terra, situada na chamada zona de habitabilidade do Sol, a água manifesta-se em seus três estados graças à chamada “ponte do hidrogênio”, que dá a esse elemento fundamental para a vida como conhecida, a capacidade de ser tanto vapor na atmosfera, líquida nas chuvas que se precipitam sobre a superfície e sólida, por exemplo, nas regiões polares.
 
Na Terra, a água está distribuída de forma bastante irregular, o que significa que algumas regiões são beneficiadas com esses recursos, enquanto outras se ressentem profundamente da escassez deles.
 
O Brasil dispõe de algo como 14% dos estoques de água doce do planeta, uma riqueza natural cada vez mais valorizada. A questão é que a maior parte deste volume está na região amazônica, distante da principal área de consumo, no Sudeste do país.
 
Estratégias nem sempre bem articuladas, perdas nas redes de distribuição e ausência de recuperação adequada de águas já utilizadas comprometem boa parte da oferta disponível neste momento em uma megalópole como São Paulo.
 
Assim, o equilíbrio entre oferta e demanda de água passa por um complexo sistema interativo, exigindo cuidados frequentes em termos de infraestrutura, previsões a mais longo prazo, educação para consumo equilibrado e outras questões estratégicas que nem sempre são devidamente consideradas.
 
Em 10 de novembro de 1980 as Nações Unidas criaram a década da água potável para sensibilizar administradores públicos em particular, e a sociedade humana em seu conjunto, para a importância de cuidados essenciais com a água.
 
Mas há um quarto de século atrás questões como essa pareciam, a muitos, apenas previsões pessimistas para o futuro.
 
Mas na nova década da água, de 2005 a 2015, o que parecia pura ficção é perturbadoramente real.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Um museu que expõe o Universo

por Pedro Bizareli no Papodehomem

Você até gosta dos planetas e do Universo, mas acha que visitar um museu de ciências astronômicas é uma furada, certo?
Museus, por definição, são lugares antigos com bibliotecas enormes e grandes coleções de arte. É natural que encare entediante um programa assim, principalmente se você não é (ou não foi) aquele aluno brilhante em Física e ciências afins. Mas caso você goste de observar as estrelas ou simplesmente quer fazer aquela presença com a namorada, eu sugiro uma visita ao Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), no Rio de Janeiro.
O MAST tem todas as características de um museu convencional: oferece visitas a um acervo museológico único, conta a história da ciência brasileira com uma base de dados impressionante e tem várias atividades de popularização da ciência aos finais de semana.
Não se engane. Este não é um museu normal.
Aí você pergunta: “Grande coisa, Pedro. O que tem de incrível nisso?”.

A noite do céu

Pois é, eu pensava assim também. Acontece que junto com a programação normal, o MAST oferece todas as quartas e sábados uma sessão de observação noturna do céu. Após assistir à explicação dos elementos celestes que podem ser observados no mês corrente, você vai curtir – pelos telescópios ópticos na área externa – toda a expansão observável. Essa observação pode ser feita em dias nublados, mas não nos chuvosos.
A experiência é fantástica. Dependendo das condições do clima, a visualização é bem nítida. Não tenho como descrever o quanto o Universo é complexo e simples ao mesmo tempo. É ótimo pra desopilar e uma boa opção se você quer fazer algo diferente com a sua namorada ou conquistá-la pelos olhos.
A visitação ao Museu e a observação do céu são totalmente gratuitos desde sua inauguração, em 1985. No site do Museu é possível visualizar a programação mensal e o mapa do local. Como carioca, não conhecia o programa, mas posso garantir que vale a pena tanto para os moradores da cidade maravilhosa quanto para os turistas.
Só me arrependo de uma coisa: não ter levado uma companhia à altura do espetáculo.
Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)
Rua General Bruce, 586 – Bairro Imperial de São Cristóvão – Rio de Janeiro, RJ
Horários de visitação: terça, quinta e sexta-feira (9h às 17h), quarta-feira (9h às 20h), sábado (14h às 20h), domingos e feriados (14h às 18h). Telefone: (21) 3514-5200.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sobre o dinheiro, esse vilão (ou não)

...!!??

O dinheiro não é o vilão. Ele nos permite viver, realizar nossos sonhos, e até salva nossa vida quando precisamos. Ter dinheiro é uma das formas mais concretas de ser livre. Entretanto, se o colocamos no centro de nosso universo, ele pode sim se tornar uma prisão. (Alex Castro)

terça-feira, 27 de maio de 2014

Cadê o soro que te induz a lutar, meu amigo? | A réplica


O meu amigo Joabi respondeu bem a contento a pergunta que fiz nesse nesse meu texto. Fiquei satisfeito. Porém como tudo, a gente sempre tem um ponto a mais para ser elencado. Pró ou contra ou ambos. E é essa a ideia de se escrever um texto: trazer um debate sempre bem oportuno. E definindo, conforme a Wikipédia: “Debate é uma discussão amigável entre duas ou mais pessoas que queiram apenas colocar suas ideias em questão ou discordar das demais, sempre tentando prevalecer a sua própria opinião ou sendo convencido pelas opiniões opostas. Geralmente debates são longos, e raramente se chega a alguma conclusão, porém é uma prática considerada saudável onde uma pessoa pode ver vários lados de uma mesma questão, desta forma, as pessoas que participam, aprendem concomitantemente sobre algo que uma e a outra não sabiam”. E é assim mesmo, meu camarada!
Isso, o debate, meus amigos!
Então vamos adiante. Presumo que concordamos em muitos aspectos mas como é natural, discordo em partes da resposta do Joabi ao meu texto inicial. Primeiro você estudar, madrugar, ralar, sofrer vários bocados ruins pra passar em um concurso público e se estabilizar, ganhando com isso uma vida mais decente e um status subsequente, não é nada capitalista. Venhamos e convenhamos isso né! Ou seja: “ser graduado em licenciatura e resistir ou desejar um concurso de bacharel que lhe dará um cargo de valor bem elevado em relação ao de professor, assim como: banco, caixa econômica, previdência social ou qualquer outro órgão superior que lhe garanta renumerações acima de R$ 3.000” não faz de ninguém um alinhado ou rendido ao sistema capitalista. Se alguém que atinge esses patamares o fazem é por que são elitistas e covardes mesmo. É - depois que estiver em condições melhores - aproveitar o seu dinheiro e oportunidade como energia para fazer acontecer. Para mudar aquilo que está errado. Influenciar as pessoas a seguirem pelo mesmo caminho: o caminho não fácil do estudo, da privação de diversão, para que assim se construa um futuro promissor para nós e para os outros.

E eu aqui; vários filmes e matutano: Será que ele é contra a gente estudar?!
Ora mas assim é capitalismo! Que nada rapaz. O dinheiro é a mola propulsora em todo sistema econômico: capitalista, socialista ou anarquista. Ele é a peça fundamental para se desenvolver. Lógico que não é tudo, mas é a energia que pode transformar. Por exemplo, o Stálin da União Soviética fez um acordo de Não-Agressão (Pacto Molotov-Ribbentropo) "capitalista" com a Alemanha Nazista, no qual ganhava mesmo era tempo de não guerra com os nazistas com o objetivo de crescer a União Soviética para além dos Montes Urais. 

Stálin, esse capitalista. Só que não!
Pra resumir, concordo que alguns de nossos amigos estão indireitando por que são elitistas mesmo. Por que são fajutos e oportunistas que outrora se fizeram como contestadores e críticos de um sistema que eles apenas queriam a vez deles. Ao chegar a vez, já deu!

Por fim, acho que os nossos amigos não estão indireitando por causa de dinheiro. Há mais variáveis na equação. Deve haver um erro na linha de código. O dinheiro, o prestígio e toda sorte de portas que possamos abrir deve ser usado como alavanca propulsora, como energia dinamizadora para fazer as coisas acontecerem do modo mais otimizado possível!

 


quarta-feira, 21 de maio de 2014

O soro que induz a lutar foi adulterado por grandes doses de capitalismo meu amigo! Complemento ao texto "cadê o soro que te induz lutar meu amigo"

Mesmo não aguentando, quero mais!


Gostei de sua indagação, sua revolta ou até mesmo um insulto meu caro Valdecir. Realmente nossos amigos, muitos se enveredaram, encontraram outros rumos onde talvez lhes tragam mais conforto, sossego e status, uma vez que, somente este ultimo predicado é possível, até porque numa sociedade capitalista: Conforto e sossego é apenas uma simulação. 

Nesse sistema o "justo é sempre o injusto", pois é, apesar de ser um trocadilho, mas é justo. Ser justo é uma questão de honra, sei que não é fácil continuar na luta por uma sociedade igualitária e justa "justo", quando você já se igualou à uma nível mais elevado daqueles que lutam! Até porque quem vai à luta é quem sente à falta, sei também que é difícil dizer não quando a oferta é bem maior, é difícil ir mais além, quando o horizonte está logo aqui, é difícil ser graduado em licenciatura e resistir ou desejar um concurso de bacharel que lhe dará um cargo de valor bem elevado em relação ao de professor, assim como: banco, caixa econômica, previdência social ou qualquer outro órgão superior que lhe garanta renumerações acima de R$ 3.000.

O nosso sistema nos impulsiona a fazer coisas que sempre afirmamos ser contra, ou disfarçamos ser contra. Ele nos induz a ser cruel com os outros e consigo mesmo, ele nos induz a procurar o mais fácil e à curto prazo. Por uma questão de necessidade somos obrigados a fugir de nossas realidades, em vez de sermos felizes em uma simples casa: preferimos uma casa no mínimo luxuosa! Com a necessidade de deslocamento: preferimos uma gloriosa Ferrari, uma SW4 ou um camaro! Uma vez que, esse deslocamento pode ser feito pelo um lindo e simples fusca, diga-se de passagem, pois sou fascinado por fusca. Temos também a necessidade de trabalharmos para sobrevivermos, e é nessa situação que ficamos em uma saia justa, precisa-se de transporte para fazer esse deslocamento até o trabalho. E ai? Fazer o que? Poucos tem condições de comprar um carro, uma moto nova! Uma moto que seja legal é claro! Pois motos cheio de complicações tem é muito pelo ai, e tem um preço bem agradável! O problema é a “ilegalidade”! Mas fazer o que? É preciso optar por essa alternativa. É racional? É lógico que não!

Fiquei muito grato meu caro Valdecir, quando você questiona pelos os demagogos ambientalistas. Cadê eles? Isso é bem verdade! Cadê aqueles que se diziam ou ainda dizem ser defensores da natureza? O que fazem eles fora desses discursos? Porque esses mesmos utilizam equipamentos totalmente prejudicial a mãe natureza? Equipamentos esse que são feitos da pura matéria-prima! Porque não se contentam apenas com um desses? Porque esses mesmo passam “horas” no chuveiro? Fazem críticas ao desmatamento, mas nunca plantou uma árvore ou ajudou pelo menos à regar? Porque não adotam um simples gesto de fechar uma torneira quando a vejam aberta e derramando água? Será que suas “atividadezinhas cotidianas” tem mais valor do que nossa escassa água? Porque esses com esses discursos ainda continuam à matar os animais que estão em extinção? Porque matam as coitadas das cobras que já existem poucas? Essas não são tão más igualmente o homem! Elas só ataca para se defender. Porque matam as aranhas, escorpiões, mosquitos e marimbondos? Uma vez que, esses dois últimos não estão em extinção! Pois no Boqueirão tem para dar e vender! Acabar com eles não tem quem consiga, pois se reproduzem muito rápido. Ecologicamente falando, não sei se matar esses insetos é crime ambiental, talvez não seja uma atitude racional! Sei que muitos agem por extintos naturais, ou seja, eliminam esses insetos pelo um ato de defesa, certamente a pessoa foi picado ou alguém por perto foi picado naquele momento, mas sei também que outros eliminam por pura covardia. 

“O homem é mal por natureza” afirmava Maquiavel, ele agi em prol da riqueza, do sucesso, para ele não interessa os outros, o essencial é o dinheiro, estava certo Karl Marx quando afirma que “O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a”, o homem é uma massa de modelar, e quem modela é o dinheiro.